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Adesão de funcionários dos Correios em SC à greve nacional afeta serviço de entrega

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A greve deflagrada em todo o país por funcionários dos Corrreios tem adesão em Santa Catarina nesta segunda-feira (12). As agências das principais cidades do Estado seguem abertas, mas pode haver atraso nas entregas, segundo sindicato da categoria e Superintendência dos Correios Regional.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC), cerca de 70% dos trabalhadores operacionais do Estado aderiram a greve. No setor administrativo, cerca de 15%.

A Superintendência dos Correios em Santa Catarina não forneceu balanço de adesão nesta manhã. Em nota, disse que a greve “serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados”.

“O que está acontecendo é que as pessoas do administrativo estão cobrindo as do operacional. No Centro de Distribuição de São José, por exemplo, quase não tem carteiro trabalhando. O setor de encomendas e distribuição está praticamente parado”, disse o presidente do Sintect-SC, Giovani Zoboli.

Em todo o país, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) orientou a greve como protesto por mudanças propostas pela empresa na concessão de plano de saúde. Ainda nesta segunda-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar as restrições do benefício.

Com relação ao plano de saúde, a superintendência disse que o assunto “foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores” e que, sem acordo, aguarda a decisão da justiça.

A reportagem entrou em contato com as principais agências do Estado nesta manhã. Confira o como estava o funcionamento:

Centro de Florianópolis – agência atendendo normalmente, unidade de entrega deve sofrer atraso. Funcionários aderiram parcialmente à greve.

São José – agência e unidade de entrega funcionando normalmente. Alguns funcionários aderiram à greve.

Blumenau – agência e unidade de entrega funcionando normalmente.

Chapecó – agência e unidade de entrega funcionando normalmente em toda região.

Criciúma – agência e unidade de entrega funcionando normalmente.

Joinville – agência funcionando normalmente, não foram repassadas informações sobre entrega.

Proposta

Um dos principais conflitos entre a categoria e o sindicato é a cobrança de mensalidade para o benefício de plano de saúde. Segundo o sindicato, a mensalidade pode chegar a custar até R$ 900 e são retirados pai e mãe do plano, conforme a idade do trabalhador.

A Superintendência Regional informou que a atual administração não “consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.

Os grevistas ainda são contra alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), na terceirização na área de tratamento, possível privatização da estatal, suspensão de férias e redução da área administrativa.

Fonte: G1