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Audiência Pública em Xanxerê discute situação do MST na região

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Centenas de pessoas se reúnem nesta sexta-feira (9), em Xanxerê, para discutir a situação do Movimento Sem Terra- MST, que está assentado nas terras do interior de Faxinal dos Guedes, divisa com Xanxerê. A audiência pública foi convocada pelo Incra Federal, Ministério Público e Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados para discutir a reforma agrária.

O grupo formado por cerca de 350 pessoas está assentado no acampamento Marcelinho Chiarello, desde agosto de 2016 e já está produzindo no local. Além de alimentos para o consumo próprio, os membros do MST já produzem o suficiente para venda e lucro.

“Quem vai coordenar hoje o evento é a Comissão Nacional dos Direitos Humanos da Câmara Federal, temos dois representantes da comissão e, estive quatro vezes em Brasília construindo essa audiência pública. O objetivo é levar essa problemática desse conflito do acampamento Marcelino, que é uma área do Incra”, comenta Alvaro Santin, que faz parte da Coordenação Estadual e Nacional do MST.

Santin ainda comenta que hoje o grupo conta com o apoio da comunidade para a formação do assentamento e que eles acreditam na reforma agrária para o local.

“Há uma série de irregularidades no local, inclusive dia 17 de maio deu um ano que o Incra de Santa Catarina cancelou o registro da Sementes Prezzotto, junto ao Cartório de Xanxerê. Então, nós temos uma reivindicação muito clara. Nós ocupamos essa área no dia 22 de agosto de 2016, já estamos plantando, produzindo, com muito apoio da comunidade de Xanxerê e Faxinal. Então, nosso pleito é que o Incra retome o domínio dessa área e faça o assentamento das famílias”, salienta.

Quanto aos bens da empresa Sementes Prezzotto, que estão nas terras, o movimento diz buscar também pela indenização dos proprietários.

“Quanto as bem-feitorias, nós pedimos que o Incra faça uma avaliação de quanto vale, com um preço justo, real, com base numa avaliação técnica e arrume dinheiro para fazer uma indenização, é isso que estamos reivindicando. E, não iremos sair de lá. Enquanto o Incra não definir, nós vamos lutar para permanecer”, finaliza.

Fonte: Lance Noticias