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Jovens condenados por estupro coletivo saem do CEM para morar em casa abrigo

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Eles foram beneficiados com a medida de liberdade assistida por mais dois anos e seis meses de prestação de serviço à comunidade.
Os três jovens condenados pelo estupro coletivo contra quatro garotas em Castelo do Piauí, a 190 km de Teresina, saíram nesse domingo (23) do Centro Educacional Masculino (CEM), em Teresina. Eles foram beneficiados com a medida de liberdade assistida por mais dois anos e seis meses de prestação de serviço à comunidade.

Dois deles estão em uma casa abrigo em Teresina e o terceiro retornou para Castelo do Piauí. De acordo com a decisão da Justiça, no local eles poderão sair para estudar e até mesmo trabalhar, com acompanhamento constante das atividades do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

Os jovens foram condenados a cumprir três anos de internação como medida socioeducativa. Foram imputados individualmente a cada um deles os atos infracionais equivalentes aos seguintes crimes: prática de quatro estupros, três tentativas de homicídio e um homicídio.

Conforme a promotora Francisca Lourenço, do Núcleo da Infância e da Adolescência, caso seja descumprida qualquer cláusula os jovens terão regressão da medida, podendo voltar a unidade socioeducativa.

Crime

Em 27 de maio de 2015, quatro adolescentes foram estupradas e arremessadas de um penhasco de cerca de 10 metros de altura na cidade de Castelo do Piauí. Uma delas, Daniely Rodrigues, não resistiu aos graves ferimentos e morreu após 10 dias internada na UTI do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). O crime foi praticado por quatro menores e um adulto, condenado a 100 anos e 8 meses de prisão por ser o mentor do crime.

Os três jovens também foram condenados pela morte de Gleison Vieira da Silva, 17 anos, delator do estupro coletivo em Castelo do Piauí. O adolescente cumpria medida socioeducativa no Centro Educacional Masculino (CEM) e dividia o mesmo alojamentos com os outros três coautores do estupro coletivo quando foi espancado até a morte pelos companheiros.

Fonte: G1 / Foto: Fernando Brito/G1