Aedes Aegypti: Quilombo é considerado infestado pelo mosquito. Vigilância reforça atenção e cuidados

Um caso estava sob investigação, sendo descartado por meio exame laboratorial

O município de Quilombo está entre os municípios de Santa Catarina considerados infestados pelo mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, febre de chikungunya e zika vírus. O Levantamento Rápido se Índices para Aedes Aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 16 a 20 de março, apontou que o município encontra-se em alto risco. Entre os três primeiros meses 2020, já totalizam mais de 120 focos.

“Em 2019 foram encontrados 311 focos do mosquito no município. De janeiro até março já somamos mais de 120 focos”, destaca a responsável pela Vigilância Epidemiológica Josete Ferrari. “É importante a população dar atenção para os locais onde possam acumular água e se tornar criadouros do mosquito. A melhor estratégia é a prevenção”, complementa.

Um caso estava sob investigação, sendo descartado por meio exame laboratorial. “Ainda não temos casos da doença, a dengue, registrado no município. Recentemente tivemos uma investigação, que teve resultado negativo. Na ocasião foram tomadas todas as medidas de isolamento e cuidados com a pessoa. Também foi realizada vistoria, orientação e tratamento na área e proximidades”, explica Josete.

Os serviços de vistorias em pontos estratégicos são realizados rotineiramente pela equipe da Vigilância Epidemiológica. São disponibilizadas armadilhas em diversos pontos do município, que possibilitam a atualização dos dados, dando mais efetividade ao processo. “Todas as vistorias estão em dia”, frisa.

A maioria dos focos são encontrados em terrenos onde há acumulo de lixo. Também e podes de comida e de água de amimais domésticos. “Os cuidados são permanentes. Sempre devemos estar atentos aos ambientes para que não acumulem lixo e se tornem criadouros do mosquito. Encontramos, durante as vistorias, inúmeros potes para comida e água, de animais domésticos, com o mosquito. Reforçamos que é importante a higienização do utensilio e cuidados com todos os lugares que possam acumular água”, completa.

Como evitar a proliferação do Aedes aegypti

– Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

– Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

– Mantenha lixeiras tampadas;

– Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

– Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

– Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

– Mantenha ralos fechados e desentupidos;

– Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

– Retire a água acumulada em lajes;

– Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

– Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

– Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

– Denuncie a existência de possíveis focos de aedes aegypti para a secretaria municipal de saúde;

– Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.


Thaise Guidini - Assessoria de Comunicação