Petrobras reajusta gasolina em 2,8% nas refinarias

Empresa subiu preço nas refinarias em 2,8% e diz que política segue os princípios da paridade de importação.

A Petrobras reajustou nesta terça-feira, 19, o preço da gasolina em 2,8% em suas refinarias. O último aumento do combustível ocorreu em 29 de setembro. Também houve reajuste de 1,2% no preço do óleo diesel.

O aumento ocorre após cinquenta dias, quando importadores apontam que a elevação nos preços internacionais da gasolina implica em uma defasagem, conforme disse uma associação do setor.

O aumento foi no combustível vendido nas refinarias para os distribuidores, ou seja, os postos de gasolina. O valor final que o motorista pagará para abastecer seu carro dependerá de cada posto.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina cobrado nos postos era de R$ 4,407 por litro, na última semana.

O valor teve majorações consecutivas nas últimas três semanas e acumula uma alta de 0,66% no período.

O que diz a Petrobras

Procurada pela agência Reuters, a Petrobras reiterou em nota que sua política de preços para a gasolina e o diesel segue os princípios da paridade de importação, formada pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias.

A empresa ressaltou, no entanto, que “o preço de paridade de importação não é um valor absoluto, único e percebido da mesma maneira por todos os agentes”.

Segundo a empresa, os reais valores de importação variam de agente para agente, dependendo de características, como as relações comerciais no mercado internacional e doméstico, o acesso à infraestrutura logística e a escala de atuação.

A estatal ressaltou que renomadas agências de informação têm publicado indicadores de preços de paridade com diferenças significativas.

“Importante destacar que não houve interrupção nas importações, tanto de diesel quanto de gasolina, realizadas por terceiros para o mercado doméstico brasileiro, o que evidencia a viabilidade econômica das importações realizadas por agentes eficientes de mercado”, disse a empresa.

Fonte:
G1 e Agência Brasil