PM divulga vídeo de câmera corporal usada por policial durante ação em Mafra

A Polícia Militar (PM) divulgou, nesta terça-feira, 10, o vídeo da câmera corporal utilizada pelo policial durante abordagem que terminou com uma mulher com a perna fraturada após uma agressão no bairro Novo Horizonte, em Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina.

Segundo a PM, o vídeo foi editado para ofuscar o rosto dos policiais porque houve ameaça pessoal a eles.

“Ao ser levada para a viatura, sem algemas a princípio, demonstrou resistência, (conforme vídeo da câmera tática do policial militar) razão pela qual o policial que lhe conduzia fez uso da força, vindo ao chão, restando ferimentos superficiais no nariz, bem como, suspeita de fratura na perna esquerda”, diz nota oficial divulgada pela PM.

Na mesma manifestação oficial, o Comando da Guarnição Especial de Mafra afirmou que os policiais são treinados para “fazer o uso progressivo de força, bem como, observarem os protocolos operacionais padrão”.

Um inquérito policial militar foi instaurado na semana seguinte a abordagem para apurar o que aconteceu na ocorrência e as imagens registradas pelas câmeras foram enviadas ao Ministério Público, que acompanha o caso. A mulher que teve a fratura na perna será ouvida pela PM durante o inquérito, assim como outros envolvidos na ação.

Polícia Civil disse não ter havido abuso de autoridade

No dia em que a situação aconteceu, em 19 de fevereiro, a Polícia Civil conclui o auto de prisão em flagrante e prendeu algumas das pessoas envolvidas na discussão.

Na situação, conforme a Polícia Civil, foi entendido que não houve abuso de autoridade por parte dos policiais e que a fratura na perna da mulher ocorreu em decorrência de atitudes necessárias por parte da Polícia Militar ao tentar conte-la.

Entretanto, ainda conforme a Polícia Civil, o delegado plantonista que atendeu o caso, Nelson Vidal, não havia tido acesso às imagens, e apenas tinha como provas os relatos de testemunhas e dos policiais. A prisão e o auto em flagrante foram concluídos no mesmo dia e encaminhados ao Ministério Público.

— Caso o promotor de justiça, que, agora, deve ter acesso às imagens, entenda que houve abuso de autoridade, o caso retorna à delegacia e fica sob minha investigação — completa o delegado Lucas Magalhães.