POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA SEGUNDA ETAPA DA OPERAÇÃO ICEBERG

POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA SEGUNDA ETAPA DA OPERAÇÃO ICEBERG E ATACA O NÚCLEO DE UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE CAUSOU PREJUÍZO DE APROXIMADAMENTE 6 MILHÕES DE REAIS NOS ESTADOS DE SANTA CATARINA, PARANÁ E RIO GRANDE DO SUL.

No início da manhã de hoje (quinta-feira, 17), a Polícia Civil de Santa Catarina, orquestrada pela Divisão de Investigação Criminal de Fronteira (DIC-Fron) de São Lourenço do Oeste/SC, deflagrou a segunda etapa da Operação Iceberg, atacando o núcleo de uma organização criminosa que causou prejuízo de aproximadamente 6 milhões de reais nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Muito embora iniciada em São Lourenço do Oeste/SC em meados do corrente ano, onde aconteceu a primeira etapa da Operação (entenda o caso abaixo), a ação policial de hoje foi concentrada nas cidades de Chapecó/SC e Caxambú do Sul/SC, e consistiu no cumprimento de 5 (cinco) mandados de prisão preventiva e 6 (seis) mandados de busca e apreensão, sendo que uma pessoa ainda se encontra foragida. Além das prisões, o trabalho policial de buscas consistiu na apreensão de aparelhos de telefones celulares, computadores e documentos de interesse da investigação criminal.
Participaram da Operação cerca de 30 policiais civis, das cidades de São Lourenço do Oeste/SC, Quilombo/SC, Campo Erê/SC, São Domingos/SC e Chapecó/SC.
Destaque-se, nesse contexto, além do primoroso trabalho de todos os policiais civis, a atuação precisa do Ministério Público e a celeridade e eficácia do Poder Judiciário de São Lourenço do Oeste/SC.

Entenda o caso.

Na data 08/07/2019, a Polícia Civil de Santa Catarina, a partir de investigações em curso pela Delegacia de Polícia de Fronteira (DPCo-Fron) de São Lourenço do Oeste/SC, deu cumprimento a 4 (quatro) mandados de prisão temporária, 8 (oito) mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, em procedimentos tendentes a apurar o crime de associação criminosa voltada para a prática dos delitos de estelionato, duplicata simulada e lavagem de capitais.

As investigações tiveram início a partir da notícia de que duas dessas pessoas presas temporariamente vinham se valendo de um estabelecimento comercial para a prática de diversas fraudes nas cidades de São Lourenço do Oeste/SC, Pato Branco/PR e Chapecó/SC, entre outras dos Estados catarinense, paranaense e gaúcho.
Na ocasião, outras duas pessoas também foram presas temporariamente, haja vista a suspeita de participação na associação criminosa, já que supostamente vinham prestando auxílio direto na ocultação dos produtos dos crimes, bem como na ocultação do patrimônio vinculado aos demais coautores e pessoas jurídicas (um grupo comercial) relacionadas.
Indícios apontavam no sentido de que o grupo vinha praticando diversas fraudes contra o comércio em geral, com o fim de obter vantagens econômicas indevidas, sem qualquer intenção de saldar as dívidas contraídas, ao mesmo tempo em que se valiam de mecanismos destinados à ocultação dos produtos e proveitos do crime, bem como de lavagem de capitais através da ocultação do patrimônio existente, mantendo em prejuízo diversos estabelecimentos catarinenses, paranaenses e até mesmo gaúchos.
Àquela altura as ocorrências registradas já sinalizavam que os suspeitos tinham causado um prejuízo superior a 3,5 milhões de reais.

Fonte: 28ª DRP-SÃO LOURENÇO DO OESTE