Polícia prende sete suspeitos de assalto a banco em Criciúma

Entre a manhã de quarta-feira (2) e a madrugada desta quinta-feira (3), sete suspeitos do assalto a banco em Criciúma foram presas pela polícia. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Santa Catarina com apoio da Brigada Militar do Rio Grande do Sul prendeu um suspeito em uma casa de Três Cachoeiras, município gaúcho, localizado a 100 km de Criciúma.

A polícia informou que o local deve ter sido utilizado como transição de fuga pelos assaltantes. Na casa foram encontrados vários vestígios que indicam participação no roubo ao Banco do Brasil, como roupas com sangue, acionador para explosivos, telefones celulares e um veículo furgão.

Outros cinco suspeitos por envolvimento no assalto a banco em Criciúma foram presos no Rio Grande do Sul no final da tarde de quarta-feira (2). Três deles foram detidos em Torres, cidade litorânea na divisa com Santa Catarina e dois foram presos em um viaduto da BR-116 em São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre.

Delegacia é escoltada por viaturas das policiais Civil e Militar

Os três suspeitos presos na divisa entre os estados foram conduzidos até a delegacia de polícia de Araranguá, próxima a Criciúma. Os homens detidos em São Leopolso foram levados ao Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil, na capital gaúcha. A polícia busca encontrar indícios que confirmem a participação dos presos ao grande assalto em Criciúma.

A equipe da NSC TV que está em Araranguá apurou que as prisões ocorreram devido ao trabalho de inteligência das equipes envolvidas. Os esforços são da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar de ambos os estados, Gaeco e IGP.

Além dos seis suspeitos encontrados no Rio grande do Sul, uma mulher com munições de fuzil e detonadores de explosivos foi presa em São Paulo, após uma denúncia. Com as informações recebidas, agentes do 25º Distrito Policial foram até uma casa no bairro Jardim Reimberg onde encontraram os cartuchos de fuzil calibre 7,62 mm – cartucho também utilizado no assalto – carregadores de pistola calibre 9mm, cocaína, 10 telefones celulares, um porta fuzil e uma caixa com espoletas para acionar os explosivos. A polícia investiga o caso para estabelecer relações com o assalto em Criciúma.

Galpão usado pelos assaltantes

A polícia também encontrou um galpão utilizado pelos assaltantes na madrugada do crime em Içara, cidade localizada a 9km de Criciúma. Segundo a PM, o local foi utilizado para pintar os carros usados pelos criminosos no assalto. A suspeita é de que os assaltantes saíram do galpão em direção ao 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em Criciúma. O Instituto Geral de Perícias (IGP) esteve no local para fazer a perícia.

Como foi o assalto

Conforme a polícia, cerca de 30 homens encapuzados atuaram no assalto à agência bancária. A ação teve início no fim da noite de segunda (30), por volta das 23h50min, e se estendeu ao longo da madrugada de terça.

Os criminosos provocaram incêndios, bloquearam ruas e acessos à cidade, atiraram contra o BPM e usaram pessoas como escudos – a polícia estima que entre 10 e 15 pessoas foram feitas reféns, seis delas funcionários do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma que pintavam faixas nas ruas da cidade.

Desde então, esforços policiais e da perícia levam a investigação em direção aos suspeitos. O andamento das investigações do grande assalto já apontou que os bandidos teriam ficado ao menos três meses na cidade organizando o crime, chegou ao galpão utilizado pelos criminosos em Içara, à suposta identificação de um dos envolvidos e à prisão de sete suspeitos.

Fonte: NSC Total / Fotos: Reprodução/Bárbara Barbosa/Guilherme Hahn