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Prévia da inflação fica em 0,14% em novembro, menor taxa para o mês desde 1998

Preço das carnes subiu 3,08% no mês. Em 12 meses, IPCA-15 desacelerou para 2,67%, se mantendo abaixo do piso da meta do governo para o ano.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,14% em novembro, mostrando aceleração em relação à taxa de 0,09% registrada em outubro, segundo divulgou nesta sexta-feira (22) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da ligeira alta, trata-sedo menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa foi de -0,11%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,83% e, em 12 meses, de 2,67%, abaixo dos 2,72% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, se mantendo abaixo do piso da meta do governo para o ano.

A aceleração em novembro foi puxada pelos preços de transportes (0,30%), impactados pelo aumento da gasolina (0,80%) e do etanol (2,53%). Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,10%) também subiram, levando o resultado dos combustíveis a um aumento de 1,07%. Já as passagens aéreas tiveram alta de 4,44%.

Os preços do grupo alimentação e bebidas, por sua vez, apresentaram alta de 0,06% em novembro, após três meses consecutivos de deflação. As carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no índice geral do mês. Em 12 meses, a alta chega a 7,76%, mais do que o dobro da inflação.

Por outro lado, destacam-se as quedas dos preços da cebola (-18,60%), do tomate (-8%), da batata-inglesa (-7,92%) e do leite longa vida (-1,67%).

Também houve alta nos grupos vestuário (0,68%), despesas pessoais (0,40%).

Carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no IPCA-15 de novembro, segundo o IBGE — Foto: Aurélio Aureliano/ EPTV

Carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no IPCA-15 de novembro, segundo o IBGE — Foto: Aurélio Aureliano/ EPTV

  • Alimentação e Bebidas: 0,06% (0,02 ponto percentual)
  • Habitação: -0,22% (-0,04 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,06% (0 p.p.)
  • Vestuário: 0,68% (0,04 p.p.)
  • Transportes: 0,30% (0,06 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,20% (0,02 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,40% (0,04 p.p.)
  • Educação: 0,04% (0 p.p.)
  • Comunicação: -0,02% (0 p.p.)

Preço da energia é destaque de queda

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, 3 apresentaram deflação em novembro.

O grupo habitação apresentou a maior variação negativa (-0,22%) e ajudou a segurar a inflação em novembro, favorecido principalmente pela queda no preço médio da energia elétrica (-1,51%), impactada pela redução nas tarifas de concessionárias de São Paulo, Brasília e Goiânia.

“Além disso, em novembro, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, cujo valor da cobrança adicional foi reajustado de R$ 4,00 para R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em outubro, estava em vigor a bandeira amarela, em que a cobrança adicional foi de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora”, destacou o IBGE.

Perspectivas e meta de inflação

Com o ritmo de recuperação ainda lento da economia e demanda fraca, a inflação segue comportada e abaixo da meta.

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 5% ao ano – a menor da série histórica do BC, que começou em 1986.

O mercado espera uma inflação de 3,31% em 2019, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2020, a projeção dos analistas é de uma inflação de 3,60%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

O mercado segue prevendo mais corte nos juros, com a Selic encerrando 2019 em 4,5% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção passou de 4,5% para 4,25% ao ano, de modo que o mercado passou a estimar corte nos juros também no ano que vem.

Teto, centro e piso da meta de inflação — Foto: Arte/G1Teto, centro e piso da meta de inflação — Foto: Arte/G1

Teto, centro e piso da meta de inflação — Foto: Arte/G1