Servidor da Prefeitura é afastado por divulgar fake news sobre Covid-19 em Xanxerê

No último fim de semana o Ministério Público e as polícias Militar e Civil de Xanxerê realizaram uma força-tarefa para investigar um caso de fake news no município envolvendo supostos casos confirmados de Covid-19. Após análise de conteúdos divulgados nas redes sociais, três pessoas foram ouvidas, entre elas um servidor da Prefeitura de Xanxerê, sendo comprovado que as informações divulgadas são falsas.

Conforme o promotor de justiça Marcos Augusto Brandalise, a fake news divulgada dizia que havia 23 casos confirmado de Covid-19 em Xanxerê e afirmava, ainda, que a situação estava sendo escondida pelos órgãos públicos. Após analisar as postagens, documentos oficiais e ouvir as três pessoas, foi identificado como a situação ocorreu.

– Qual foi o problema: teve um servidor, dentro da Prefeitura, que acessou os dados da Defesa Civil, colheu um trecho do relatório da Defesa Civil estadual que dizia que na Regional de Defesa Civil de Xanxerê havia 23 casos e divulgou em grupos de WhatsApp como se os 23 casos fossem de Xanxerê. Ouvimos três pessoas e mais os documentos encaminhados demonstraram que as pessoas estavam mentindo e este servidor que repassou a informação mentirosa, falsa, errada, esta sendo encaminhado para a Policia Civil, assim como as outras pessoas que falaram que tinham fonte segura que eram mais de 20 pessoas confirmadas em Xanxerê – disse o promotor em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (5).

De acordo com Brandalise, os envolvidos são um servidor público e duas mulheres. Ele esclarece que os órgãos oficiais tem relatório para prestar conta à sociedade de todas as atividades relacionadas à Covid-19 de forma a controlar casos suspeitos, monitorados e confirmados.

– Não é que o relatório vazado não poderia ser vazado, ao contrário. Ele tinha informações publicas. O que foi errado foi ter colhido um gráfico apenas de dentro, de forma isolada, e mandado para grupos de forma que viralizou. O gráfico mostrava que havia 23 casos confirmados em toda a Regional da Defesa Civil de Xanxerê, que engloba diversos municípios, não só em Xanxerê – explicou.

A partir de agora, investigação é com a Polícia Civil, que abrirá dois inquéritos do caso para os procedimentos cabíveis à situação.

– Cuidado com as notícias compartilhadas porque a punição vai para quem publica e quem compartilha. Pode configurar uma simples configuração penal e como crime mais grave, que a pena máxima chega até oito anos. Precisa ter cuidado porque o momento é preocupação geral e essas notícias causam pânico. A Polícia Civil faz apuração de algumas pessoas que acham que não pode identificar o autor, mas temos ferramentas que apuram de onde saiu a informação, todas as notícias que chegarem a PC serão apuradas para conter esse tipo de malefício à sociedade – destacou o delegado regional Adilson Bressan.