Servidor tem bens bloqueados por usar carro da Celesc para uso particular em Chapecó

A pedido do Ministério Público, foram bloqueados liminarmente R$ 12,9 mil de um técnico em eletricidade da Celesc que usou, em diversas ocasiões, o veículo de trabalho para visitar seu sítio no interior de Chapecó. O bloqueio foi deferido pela Justiça em ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pela 10º Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó.

O MP apurou que ao analisar os relatórios de deslocamento dos veículos conduzidos pelo servidor, por cerca de 70 vezes ele teria feito o percurso de cerca de 11 quilômetros entre a sede da CELESC em Chapecó, onde estava lotado, e o sítio de sua propriedade.

Somando as  distâncias, a Promotoria de Justiça contabilizou 773 quilômetros que teriam sido percorridos indevidamente, o que, a um consumo de 10Km/l e utilizando a média dos preços do combustível no Município nos anos de 2017 e 2018, representou um prejuízo ao erário de R$ 3,2 mil, sem considerar o desgaste do veículo.

O que ele causou

Para o Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, o servidor, ao usar o bem público em proveito particular, enriqueceu ilicitamente, causou prejuízo e violou os princípios da administração pública, em especial o da honestidade e o da lealdade à instituição, ficando sujeito às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

O valor bloqueado corresponde ao consumo do combustível para o trajeto mais o cálculo de multa a ser aplicada em caso de a ação ser julgada procedente. Além disso, se for condenado, o servidor poderá ter também os direitos políticos suspensos, ser proibido de contratar com o Poder Público e até mesmo perder o cargo público.  A ação ainda não foi julgada e a decisão liminar do bloqueio de bens é passível de recurso.

Fonte: www.diariodoiguacu.com.br