Vídeo – PRF acompanha testes da nova área de escape na BR-376, em Guaratuba (PR)

Obra recém-inaugurada foi uma das sugestões da Polícia Rodoviária Federal para ampliar a segurança na região da Serra do Mar

Gestores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanharam ontem (11) a realização de simulações de uso da nova área de escape na BR-376 em Guaratuba (PR), região da Serra do Mar.

Executados por pilotos profissionais, os testes de homogação foram acompanhados por engenheiros da Universidade de São Paulo (USP) e tiveram o apoio da empresa Volvo. Foram utilizadas carretas de 23 a 48 toneladas, em velocidades entre 60 km/h e 120 km/h.

Localizado do lado esquerdo da rodovia, na altura do quilômetro 667, o dispositivo de segurança recém-construído é o segundo desse tipo neste trecho de descida da serra.

A obra, que durou cerca de oito meses e custou aproximadamente R$ 20 milhões, foi uma das sugestões de melhorias da BR-376 feitas nos últimos anos pela PRF à concessionária Arteris Litoral Sul e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A obra foi projetada à esquerda da pista para facilitar a entrada de veículos em alta velocidade. O dispositivo é equipado com duas pontes rolantes sobre trilhos, o que facilita a remoção dos caminhões após a utilização.

Com 150 metros de extensão, a nova área de escape é preenchida com cinasita (pequenas bolas de argila expandida), com até 1,1 metro de profundidade.

Em operação há quase um mês, desde o último dia 14 de novembro, a nova área de escape já foi utilizada em seis ocasiões, inclusive por um ônibus. A primeira área de escape, localizada quatro quilômetros à frente, do lado direito da pista, já foi utilizada mais de 240 vezes desde 2011, quando foi inaugurada.

Trecho sinuoso

A BR-376 é a principal ligação rodoviária entre os estados do Paraná e Santa Catarina. Sete mil caminhões percorrem o trecho a cada dia, em média.

O declive chega a 710 metros entre os quilômetros 656 e 675 da rodovia, na região da Serra do Mar, entre Tijucas do Sul (PR) e Guaratuba (PR). O trecho é sinuoso e em boa parte dele a velocidade máxima é 60 km/h.

Para evitar a perda dos freios, é fundamental que os proprietários e motoristas de caminhões façam manutenção periódica e utilizem o freio motor para descer a serra, sem superaquecer o sistema de frenagem do veículo.

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