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WhatsApp dá início à caça de grupos com nomes suspeitos

Aplicativo alega que conta com sistemas avançados podem detectar crimes e prevenir abusos sem a necessidade de acessar conversas criptografadas.

O mais popular e mair utilizado aplicativo de mensagens do mundo está peneirando os grupos e usuários que utilizam a ferramenta para cometer crimes ou práticas que ferem as regras da empresa.

Embora não tenha acesso ao conteúdo das mensagens, que são criptografadas, o WhatsApp tem instrumentos capazes de monitorar e remover grupos considerados ilegais. A medida é importante em um cenário de ataques e fraudes crescentes nas redes sociais.

Nos Estados Unidos, usuários do aplicativo já relatam que têm sido banidos simplesmente por participarem de grupos com nomes suspeitos. Quando o administrador de grupo de amigos de faculdade alterou o nome para algo ilegal, gerou o banimento de todos os que participavam da conversa.

Ele afirma ter entrado em contato com o WhatsApp e recebido somente mensagens de que teria violado os termos de uso do aplicativo. Depois de uma semana e sem qualquer motivo aparente, sua conta teria sido restaurada.

Outro usuário, disse ter passado por uma situação parecida depois de uma pessoa mudar o nome do grupo da escola, que contava com cerca de 100 participantes. Após a alteração, eles foram penalizados pelo aplicativo.

Um terceiro usuário, na última quinta-feira, dia 7, afirmou que uma brincadeira de seu amigo causou o banimento de todos os usuários de um grupo em que eles participavam. Ele também alterou o nome do grupo para algo ilegal, o que teria causado a exclusão das contas. Com a decisão, os participantes teriam sido obrigados a mudar o número de telefone para criar outra conta.

Segundo a empresa WABetainfo, site que analisa versões do aplicativo que ainda não foram lançadas ao grande público, a medida parece afetar principalmente os grupos que tenham nome suspeito e que sejam muito antigos ou contem com muitos participantes.

Ainda de acordo com o site, o WhatsApp deve banir os grupos por meio dos chamados metadados. Isso porque as mensagens e as ligações são criptografadas de ponta a ponta e não podem ser acessadas por quem não está na conversa. Por meio dos metadados, o aplicativo conseguiria informações como nome, descrição e data de criação do grupo. A iniciativa do WhatsApp tem um bom propósito, o de evitar o uso do serviço para a prática de crimes.

No entanto, nem sempre os usuários suspeitos estão, de fato, cometendo atos impróprios. O procedimento atual permite que, pelos mais diversos motivos, um único usuário seja capaz de mudar o nome do grupo e banir as contas de todos os seus participantes.

Em resposta à reportagem, o WhatsApp explicou que “conta com sistemas avançados de machine learning para detectar contas que violam as diretrizes do app e se vale de todas as informações não criptografadas disponíveis, incluindo relatórios de usuários para detectar e prevenir abusos”.

Com informações do Estado de Minas